Vitória

Avenida Central na altura da Rua do Ouvidor

Venci por mim só, sem reclames, sem patronos, sem a rua do Ouvidor e sem rodas.

Euclides da Cunha em carta ao pai, 25 fev. 1903. Foto: Marc Ferrez. Avenida Central na altura da Rua do Ouvidor, com rua Miguel Couto, Rio de Janeiro, c. 1906. Coleção Gilberto Ferrez, Acervo Instituto Moreira Salles.

Nacionalidade

A nossa nacionalidade atravessa de há muito uma quadra em que o mais difícil problema consiste em harmonizar a vida ao dever.

Euclides da Cunha em crônica Sejamos francos, jornal Democracia, Rio de Janeiro, 18 mar. 1890.

Consciência

É, desgraçadamente, comum nesta terra vender-se a consciência; mas, eu terei asco de mim mesmo se um dia (estou plenamente seguro que nunca me achanará) calcar as mais sagradas ilusões de meu cérebro para satisfazer as exigências do estômago.

Euclides da Cunha em nota ao poema Eu sou republicano…, Poesia reunida.

Urbanização

A vida entre nós, como já te disse noutra carta, mudou. Há um delírio de automóveis, de carros, de corsos, de banquetes, de recepções, de conferências, que me perturba — ou que me atrapalha, no meu ursismo incurável. Dá vontade da gente representar a ridícula comédia da virtude, de Catão, saindo por estas ruas de sapatos rotos, camisa em fiapos e cabelos despenteados. Que saudades da antiga simplicidade brasileira… (Mas isto é um desabafo réles, de sujeito que nunca resolveu o problema complicado de um laço de gravata!…). Adiante.

Euclides da Cunha em carta a Domício da Gama, Rio de Janeiro, 16 de novembro de 1907.