Brasil

E se como eu, pensas que somos desventurados numa farsa lastimavelmente triste; e julgar como eu julgo, que este país é organicamente inviável; e se, comigo chegaste — rigorosamente, como no final de um teorema — à conclusão desanimadora de que chamamos política a uma grande conspiração contra o caráter nacional — se tudo isto é exato, estamos ainda formados, juntos, na mesma linha avançada e superior dos céticos que ao menos não terão desapontamentos e desilusões.

Euclides da Cunha em carta a Francisco Escobar, 25 de dezembro de 1901.

Dois brasis

Euclides da Cunha identificou nossos dois países diferentes através de dois emblemas. O Brasil oficial, ele o viu na Rua do Ouvidor, centro da civilização cosmopolita e falsificada. E o Brasil real, no emblema bruto e poderoso do sertão.

Ariano Suassuna, Discurso de posse na Academia Brasileira de Letras, 9 ago. 1990.

Dois Brasis

Quem lê Euclides da Cunha, desde o primeiro momento vê que há dois Brasis: um inclemente, e outro vítima das inclemências.

Antonio Houaiss sobre Euclides da Cunha, Euclidianos e Conselheiristas: um quarteto de notáveis.