“Os Sertões” por Boris Fausto

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Os Sertões, de Euclides da Cunha (Ed. Francisco Alves) – Não é um livro de história, mas uma verdadeira introdução a um “outro Brasil”, via episódio de Canudos. A própria ambiguidade de Euclides, entre a “civilização” e a “barbárie”, tornou-se um importante caminho para a reflexão sobre o “dualismo” brasileiro.

Boris Fausto em Folha de S. Paulo, São Paulo, 2 abr. 2000. Caderno mais!

Dois brasis

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Euclides da Cunha identificou nossos dois países diferentes através de dois emblemas. O Brasil oficial, ele o viu na Rua do Ouvidor, centro da civilização cosmopolita e falsificada. E o Brasil real, no emblema bruto e poderoso do sertão.

Ariano Suassuna, Discurso de posse na Academia Brasileira de Letras, 9 ago. 1990.