Fac-símiles

CARTÃO postal de Euclides da Cunha a H. Pereira Pinto, Rio de Janeiro, 6 jul. 1906. Reprod. de Euclides da Cunha, Poesia reunida, São Paulo, Editora UNESP, 2009, pp. 330-1. Com o seguinte poemeto:

Esta mói e remói; mas esta calma
Tarefa material é toda vã.
Pobre velhinha!… todo o seu afã
É estar moendo e remoendo, na alma,
As velhas ilusões «du beau vieux temps»…

Rio 6 – 7 – 906

CARTÃO postal de Euclides da Cunha a Quidinho (Euclides da Cunha Filho). Rio de Janeiro, ago. 2008. Reprod. Revista do Livro, ano 4, n. 15, set. 1959, p. 93.

CARTÃO postal de Euclides da Cunha a Lúcio de Mendonça, 26 out. 1903. Coleção Sala Euclides da Cunha, UNISAL. Imagem de figueira-brava (Ficus glabra) com o seguinte bilhete:

São Paulo — Figueira brava (Lorena)
Esta figueira é minha , minha sim, em Lorena. Não é admirável?
Pelo menos pretexto para…
muitas saudades e cumprimentos, quem é cordialmente,
Euclydes da Cunha.  26 — 10 — 903

CARTÃO postal de 1905. Sem destinatário, Manaus, 1905. Acervo Academia Brasileira de Letras. Imagem do igarapé da Cachoeirinha com o seguinte poema:

Estas lagoas, de esplendores
Tão vivos à luz dos luares,
Emolduradas pelas flores
Dos lírios e dos nenufares

Recordam-me (vede a afoiteza
Da minha fantasia ao vê-las!)

Grandes espelhos de Veneza
Para a toilette das estrelas!

Euclides da Cunha
Manaus — 22-2-905

CARTÃO postal inédito de Euclides da Cunha divulgando-o como membro da ABL. Frente e verso. Rio de Janeiro, 1904, fotografia de J. Vollsack. Cartão cuja impressão foi certamente ordenada pelo próprio Euclides, que o entregou à pessoa ignorada que, por sua vez, remeteu-o à Mlle. Anita Viana. Coleção Felipe Rissato. Segundo Felipe Rissato, são ainda conhecidos outros dois exemplares do cartão: um entregue por Euclides a Firmo Dutra (Coleção FBN) e outro enviado por Euclides à d. Gabriela Sena (Coleção Casa Euclidiana).

CONTRATO para a edição do livro Os Sertões: campanha de Canudos, com a Livraria Laemmert. É possível verificar que o livro foi custeado pelo escritor. Acervo Academia Brasileira de Letras.

ESQUEMA das lesões na face posterior do corpo de Euclides da Cunha, por [Diógenes] Sampaio. Rio de Janeiro, Serviço Médico Legal do Distrito Federal, s.d. Reprod. Processo.

ESQUEMA das lesões na face anterior do corpo de Euclides da Cunha, por [Diógenes] Sampaio. Rio de Janeiro, Serviço Médico Legal do Distrito Federal, s.d. Reprod. Processo.

FOLHETO de propaganda da publicação da primeira edição de Os Sertões, de Euclides da Cunha, realizada em 2 de dezembro de 1902 pela Laemmert. 24,5 x 16 cm. Foto: Levy Leiloeiro.

Laemmert & C. Livreiros-Editores
Rio de Janeiro, Ouvidor, 66 S. Paulo, 15 de Novembro, 32
Últimas publicações:
OS SERTÕES
Campanha de Canudos, por Euclides da Cunha, I grosso volume de VI e 632 páginas luxuosamente impresso, brochado
10$000
A história da campanha de Canudos ainda não foi escrita. O autor, testemunha ocular das peripécias da campanha, propõe-se esboçar aos olhos de futuros historiadores, os traços atuais mais expressivos das sub-raças sertanejas do Brasil que infelizmente parecem destinadas a desaparecer. O jagunço destemeroso, o tabaréu ingênuo e o caipira simplório serão em breve tipos relegados às tradições evanescentes. A campanha de Canudos tem por isso uma significação inegável. O autor estuda-a com imparcialidade e sob o ponto de vista filosófico que não se perturba nem pelas paixões nem pela piedade.
A obra divide-se em seis seções:
I — A TERRA, descrição do sertão, terra ignota.
II — O HOMEM, complexidade do problema etnológico, gênese dos jagunços, o sertanejo, tipos díspares.
III — A LUTA, antecedentes, causas, a guerra das caatingas.
IV — TRAVESSIA DO CAMBAIO, Monte Santo, triunfos antecipados, incompreensão da campanha.
V — EXPEDIÇÃO MOREIRA CÉSAR.
VI — QUARTA EXPEDIÇÃO, desastres, nova fase da luta.
Últimos dias.
O livro está ornado com três mapas geográficos e várias estampas.

PARENTES de Euclides não passam fome em S. Fidélis. O Fluminense, Niterói, Rio de Janeiro, 12 jan. 1971. Trata-se de uma retificação da matéria anterior pelo próprio primo do escritor, Cândido José Magalhães Garcez Filho. Acervo Academia Brasileira de Letras.

PRIMOS de Euclides vivem pobres e analfabetos. O Globo, Rio de Janeiro, 31 dez. 1970. Acervo Academia Brasileira de Letras. Matéria seria desmentida um ano depois pelo próprio primo do escritor.