A mais afanosa vida não basta a estudar todas as algas.
Euclides da Cunha, Contrastes e confrontos, Civilização. Publicado originalmente em O Estado de São Paulo, 10 jul. 1904.
Vida e obra de Euclides da Cunha
A mais afanosa vida não basta a estudar todas as algas.
Euclides da Cunha, Contrastes e confrontos, Civilização. Publicado originalmente em O Estado de São Paulo, 10 jul. 1904.
O 15 de novembro foi uma glorificação exagerada de minúcias.
Euclides da Cunha, Contrastes e confrontos, O Marechal de Ferro. Ilustração: Proposta de bandeira criada por Lopes Trovão, içada na Câmara Municipal do Rio de Janeiro por José do Patrocínio em 15 de novembro de 1889.
Se um grande homem pode impor-se a um grande povo pela influência deslumbradora de seu gênio, os degenerados perigosos fascinam com igual vigor as multidões tacanhas.
Euclides da Cunha, Os Sertões, A Luta, Expedição Moreira César, I.
Estamos num período de estéreis e exclusivas preocupações políticas. Só se leem ― verdadeiramente ― os entrelinhados do Jornal, onde se desenha com a maior fidelidade, neste triste momento histórico, a fisionomia real da nossa gente. Ninguém lê, ninguém escreve, ninguém pensa.
Euclides da Cunha em carta a Oliveira Lima, Rio de Janeiro, 28 de junho de 1909.
Em nossa pátria, onde o partidarismo impera, é vulgar a aparição de políticos desiludidos, mumificados em vida, e acurvados ao peso de antigas crenças, derrocadas.
Euclides da Cunha, Crônicas, Série Homens de Hoje, originalmente publicada em Província de S. Paulo, 28 jun. 1889.
A atmosfera moral é magnífica para batráquios. Mas apaga o homem.
Euclides da Cunha em carta a Otaviano Vieira, 8 de agosto de 1909.
…A luta da Independência teve, no englobar elementos destruidores e reconstrutores, o caráter positivo de uma revolução.
Euclides da Cunha, À margem da história, Parte III, Esboço de História Política, Da Independência à República (Esboço político). Ilustração: Óleo sobre tela Independência ou Morte, de Pedro Américo, 1888.
Realmente, a Amazônia é a última página, ainda a escrever-se, do Gênese.
Euclides da Cunha em preâmbulo ao livro Inferno Verde, de Alberto Rangel. Foto: Parque Nacional de Anavilhanas, Vista do alto da Amazônia e suas praias de areia branca, por Silvia Prevideli, jan. 2014.
Sem este objetivo firme e permanente [de conhecer o interior inóspito], aquela Amazônia onde se opera agora uma seleção natural de energias e diante da qual o espírito de Humboldt foi empolgado pela visão de um deslumbrante palco, onde mais cedo ou mais tarde se há de concentrar a civilização do globo, a Amazônia, mais cedo ou mais tarde, se destacará do Brasil, naturalmente e irresistivelmente, como se despega um mundo de uma nebulosa — pela expansão centrífuga do seu próprio movimento.
Euclides da Cunha, Contrastes e confrontos, Entre o Madeira e o Javari. Foto: James Martins (Panoramio). Foto aérea da Amazônia, região de Manaus, maio 2005.
A mais afanosa vida não basta a estudar todas as algas.
Euclides da Cunha, Contrastes e confrontos, Civilização. Publicado originalmente em O Estado de São Paulo, 10 jul. 1904. Ilustração: Algas. Foto: Toby Hudson, in Royal National Park, New South Wales, Sydney, Austrália, 12 mar. 2011.