Diogo Feijó

Detalhe da estátua de Diogo Antônio Feijó, parte integrante do Monumento à Independência, no Ipiranga, São Paulo, Brasil

A figura de Diogo Feijó, que a domina [a Regência], sobranceia todo o nosso passado. Tem linhas esculturais, que ainda não se reproduziram em nossos homens públicos. Que outros admirem os marechais dominadores de rebeldias dentro do círculo de aço dos batalhões fiéis; eu prefiro admirar aquele padre estupendo que com as mãos inermes quebrava as espadas dos regimentos sublevados. Ninguém mais do que ele nobilitou a lei, restaurou a autoridade e dignificou o governo. Mas, embatendo na sua alma antiga, quebrou-se, totalmente, a vaga de uma revolução. E ele fez o remanso largo do segundo Império…

— Euclides da Cunha, Conferência Castro Alves e seu tempo, S. Paulo, Centro Acadêmico XI de Agosto, 1907

loucura

Trouxeram depois para o litoral, onde deliravam multidões em festa, aquele crânio [de Antônio Conselheiro]. Que a ciência dissesse a última palavra. Ali estavam, no relevo de circunvoluções expressivas, as linhas essenciais do crime e da loucura…

Duas linhas
É que ainda não existe um Maudsley para as loucuras e os crimes das nacionalidades…

— Euclides da Cunha, Os Sertões, A Luta, Últimos Dias, VI e VII

Plácido de Castro

Gravura de José Plácido de Castro, publicada em A Pátria Brazileira, de Virgílio Cardoso de Oliveira (1903)

[Plácido de Castro] era uma alma desassombrada e heroica. Tinha talvez muitos defeitos. Mas não se pode negar excepcional valor a quem, de fato, dilatou o cenário de nossa história.

— Euclides da Cunha em carta a Vicente de Carvalho, Rio de Janeiro, 18 de setembro de 1908