Canudos

Vista parcial de Canudos ao sul. Segundo o registro oficial do Exército, foram contados 5200 casebres no arraial de Antônio Conselheiro, 1897. Foto: Flávio de Barros (Acervo Museu da República)

Canudos tinha muito apropriadamente, em roda, uma cercadura de montanhas. Era um parêntesis; era um hiato. Era um vácuo. Não existia. Transposto aquele cordão de serras, ninguém mais pecava.

— Euclides da Cunha, Os Sertões: campanha de Canudos

serra do Mar

Vista da Serra do Mar, no “Sertão de Ubatumirim” em Ubatuba, 14 mar. 2009. Foto: Felipe Fonseca

A serra do Mar tem um notável perfil em nossa história. A prumo sobre o Atlântico desdobra-se como a cortina de baluarte desmedido.

— Euclides da Cunha, Os Sertões, O Homem, I, História

Canudos

Ruínas da mais nova igreja de Belo Monte, a Igreja do Bom Jesus, 1897. Foto: Flávio de Barros/ Acervo Museu da República

Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a história, resistiu até ao esgotamento completo. Expugnado palmo a palmo, na precisão integral do termo, caiu no dia 5, ao entardecer, quando caíram os seus últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados.

— Euclides da Cunha, Os Sertões: campanha de Canudos, A Luta, Últimos Dias, VI. Euclides refere-se ao dia 5 de outubro de 1897.